sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A volta do Imperador

 
Domingo, dia 9 de outubro de 2011, é a data marcada para a volta de um dos maiores jogadores que o futebol brasileiro (e quissá o mundial) viu jogar no passado recente de sua história: Adriano. O palco será o maravilhoso estádio do Pacaembu, espaço que já abrigou inúmeros eventos marcantes da história do esporte mais popular do Brasil.


A partida está marcada para as 18 horas, e fechará assim a 28ª rodada do Brasileirão 2011. O adversário é o chato time do Atlético Goianiense, que adora aprontar pra cima dos times grandes. Adriano, que recebeu a carinhosa alcunha de Imperador quando se destacou vestindo a camisa da Inter de Milão na Itália, deverá entrar em campo no intervalo ou, no mais tardar, ao longo da segunda etapa da partida, salvo alguma rara exceção que impeça sua entrada no gramado paulistano.

A expectativa é imensa por parte de todos, principalmente da Fiel torcida Corinthiana, que anseia pelo bom futebol e, principalmente, pela garra, força e espírito de luta que sempre marcaram esse singular atacante, capaz de decidir os jogos mais complicados.
Quem não se lembra daquele Brasil e Argentina na final da Copa América de 2004, em que os argentinos já cantavam vitória quando, nos últimos instantes do jogo, Adriano injeta um balaço de esquerda, afundando a rede dos hermanos. Empatada, a partida foi para as penalidades máximas, aonde o Brasil sagrou-se campeão, aumentando ainda mais a fila de títulos do seu maior rival no futebol.


Abaixo você confere o golaço que marcou a carreira do Imperador, e está sempre vivo na memória de qualquer brasileiro apaixonado por futebol.


Enfim, essa é uma parceria que tem tudo para dar certo. Adriano, um ídolo nacional, mas que reúne todas aquelas características que o verdadeiro Corinthiano dá mais valor, e além de tudo, detém técnica e habilidade impressionantes. E Corinthians, um time que aponta para uma guinada final nas últimas rodadas da competição, rumo ao oitavo título nacional de sua história.

Dá-lhe Imperador!

Dá-lhe Timão!!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Podia ter sido melhor

No último domingo, dia 2 de outubro de 2011, Corinthians e Vasco da Gama se enfrentaram no estádio carioca de São Januário, sempre marcado pelas lamentáveis cenas de violência em seu na entorno, algo que vai totalmente contra a maravilhosa história da equipe cruz-maltina. A partida foi válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de futebol, e apresentou um futebol digno das posições a tabela de líder e vice-líder ocupadas pelo time carioca e paulista, respectivamente.

O embate entre os alvi-negros foi eletrizante do inicio ao fim dos 90 minutos, alternando entre maus e bons momentos das duas equipes, com vantagem considerável para a equipe Corinthiana no segundo tempo. Exatamente por isso, ficou no ar uma sensação de que o esquadrão protegido por São Jorge merecia melhor sorte na partida realizada na cidade turística mais famosa do Brasil.


Em resumo, na disputada primeira etapa a equipe do Vasco da Gama saiu na frente do placar após cabeçada precisa do excelente zagueiro Dedé, uma das gratas surpresas do futebol brasileiro nesse ano de 2011. O Corinthians igualou o marcador com um tento anotado por Alex, após assistência primorosa de Danilo, melhor jogador da partida. Porém, em um golpe de azar e desatenção, Fágner, revelado na base Corinthiana, balançou as redes de J. César após contra-ataque fulminante do atual líder do Brasileirão, colocando aquela equipe novamente em vantagem.

Já no segundo tempo, ao contrário do que poderia se pensar, o Corinthians voltou melhor, criando várias chances de gol, mas desperdiçando todas. E, nesses momentos, invariavelmente, um dos dois famosos ditados se materializa: "Quem não faz, toma" ou "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Normalmente no esporte bretão é o primeiro ditado que assombra as equipes, mas, nesse caso, para sorte da Fiel torcida foi o segundo que entrou e ação, e Danilo, após lindo lançamento de Willian, mandou de cabeça a bola na rede lateral do interior do gol cruz-maltino, fazendo a alegria dos milhões de loucos espalhados pelo mundo.

Após o empate, o Coringão ainda perdeu uma leva de gols que fizeram muita falta, ainda mais se tratando de um confronto direto que poderia resultar na liderança para a equipe de Parque São Jorge.
Para o Vasco, considerando-se o que se viu em campo no domingo, a soma de 1 ponto e a manutenção da liderança ficaram de bom tamanho. Para o Corinthians, que se manteve na vice-liderança, mas viu o posto superior muito de perto em vários momentos da partida, 1 ponto foi pouco, e pode fazer diferença lá na frente. Mas, esperamos todos, isso não irá acontecer, e daqui algumas semanas estaremos comemorando a conquista do quinto caneco do Campeonato Brasileiro de futebol.

Logo abaixo você confere um vídeo com os gols da partida:


Dá-lhe Timão!!!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais 3 na conta!

Corinthians e Bahia se enfrentaram ontem, dia 25 de setembro de 2011, no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o charmoso Pacaembu, em jogo válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol do ano de 2011. O último confronto das duas equipes pela Série A no estádio paulistano havia ocorrido apenas no longínquo ano de 2003, e a equipe baiana saíra com a vitória.

Nesse dia 25, no entanto, a equipe Corinthiana conseguiu o resultado favorável, fato que pelo placar mínimo, mas que rendeu os mesmos 3 pontos que renderia uma goleada portentosa e de encher os olhos.
Ronaldo e Adriano, jogadores que formaram a dupla de atacantes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 2006, ídolo e candidato a ídolo da Fiel torcida Corinthiana, respectivamente, acompanharam a partida no Pacaembu ao lado do presidente Corinthiano Andrés Sanchez, e se mostraram pé quentes nessa ocasião.

Já o jogo não foi digno de seus ilustres espectadores, pois futebol de verdade pouco se viu. Ás vezes em um lance bonito proporcionado pelo rapidíssimo Emerson Sheik, ou por um raro lançamento de Alex, outras vezes em um, também raro, toque de bola envolvente da equipe visitante, que partia sempre nos contra-ataques.
Em resumo, a equipe baiana, comandada pelo experiente Joel Santana, se fechou como pôde, e agrediu nas raras oportunidades cedidas pela equipe Corinthiana, sempre forte na marcação.

Já o Corinthians, esbarrando em uma marcação irritante, tão irritante quanto a insistência pelas jogadas centralizadas, pouco produziu durante o jogo, em termos de conclusões com chances reais de gol.
Quando Emerson, após cruzamento de Alex, com um oportunismo digno de Liedson (ausente na partida) balançou as redes adversárias, levando a Fiel ao delírio.


Fim de papo. Corinthians 1x0. 3 pontos na conta, e vice-liderança retomada, após o empate entre Botafogo e a outra equipe paulista que está bem no campeonato.
Como saldo negativo da partida fica a lamentável expulsão de Emerson Sheik, jogador que vem sendo um dos melhores em campo nas últimas apresentações do Corinthians no campeonato, quase no fim, por um segundo cartão amarelo que o deixará duas partidas afastado, inclusive aquela contra o Vasco da Gama, na próxima rodada, que poderá render a liderança isolada da competição ao Coringão.

Majestoso

O Corinthians enfrentou na quarta-feira, a equipe da Vila Leonor, em um clássico tão xoxo que nem me dei ao trabalho de escrever um post só pra ele aqui. Também pelo fato de ter acompanhado apenas a segunda etapa da partida, onde o Corinthians fez o mesmo que na primeira: lutou do início ao fim para não tomar um gol, e sair com o empate.


A vitória quase aparece, em um contra-ataque veloz puxado por Emerson Sheik, mas que fora desperdiçado por Willian, que insiste em jogar de cabeça abaixada, o que nesse lance foi crucial, pois o impediu de ver Emerson livre no meio da área adversária, pronto para fazer o gol.

O empate em 0x0 rendeu ao Corinthians o amargo gosto de cair para a 4ª colocação, certo que apenas a 2 pontos do líder. Por outro lado, os últimos jogos, e seus respectivos resultados oscilantes, servem para colocar todos os jogadores e o técnico Tite em alerta, pois muito há de ser melhorado para que o 5º título do Campeonato Brasileiro repouse no Parque São Jorge.

Dá-lhe Timão!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dois tempos, dois jogos

Após 17 clássicos seguidos sem perder no Pacaembu, o Corinthians saiu derrotado no último domingo, dia 18 de setembro de 2011, diante da equipe simpática da baixada. O jogo foi válido pela 24ª rodada do Brasileirão 2011 e, dentre outras coisas, marcou a perda da liderança por parte da maior das duas equipes alvi-negras que se enfrentaram, depois de 17 rodadas seguidas.

Como dito no título deste post, a história do jogo pode na verdade ser dividida em duas: um primeiro tempo portentoso da equipe Corinthiana, que pressionou e reduziu ao máximo os espaços da equipe santista, chegando logo ao gol, e tendo chances de ampliar o marcador. O gol de empate veio de um lance de infelicidade, mas daqueles que podemos dizer naturais do esporte bretão, nada que, teoricamente, abalasse a equipe do Corinthians, que sempre se mostrou forte e com personalidade.


Já o segundo tempo... que tristeza! O Corinthians voltou, mas não voltou. Voltou "de corpo presente". Pra não dizer outras coisas, daquelas que a gente diz quando soa o apito final e a derrota está consumada.
Não há de se tirar os méritos da equipe adversária, que voltou ligeiramente melhor na segunda etapa. Mas qualquer time mais ou menos estruturado teria deitado e rolado diante de um adversário tão fragilizado (principalmente em seu setor defensivo) como foi aquele Corinthians do segundo tempo do clássico. Que lástima!

Em poucas jogadas, em poucos contra-ataques, a equipe simpática poderia ter feito 4, 5, 6 gols com facilidade no Corinthians. Não fez porque faltou competência de seus finalizadores. Mas, nem precisava.
Resultado final: derrota no clássico por 3x1, perda da liderança, queda para a 3ª colocação na tabela, e crise iminente no Parque São Jorge.

A sorte (e ela apareceu de novo!) é que na próxima rodada enfrentamos aquela equipe que já nos deu tantas alegrias, que é possível imaginar uma volta por cima daquelas.
Mas, é bom que se diga que deve-se manter os pés no chão, pois "a brincadeira acabou", por assim dizer. É hora de botar a bola no chão e manter um padrão de jogo equivalente ao que essa equipe pode render, mas durante o jogo todo. É isso que esperamos.

Chicão


Pouco antes de começar a escrever esse post, eu ouvia pelo Globoesporte.com a entrevista coletiva ao vivo do técnico Corinthiano Tite. A última antes do clássico dessa quarta-feira.
Nela, nosso treinador confirmou a mudança na zaga do time, com a saída do nosso capitão Chicão. O jogador, porém, não está sendo blindado pelo técnico, como pode-se pensar após a conversa ríspida que teve com membros de uma torcida organizada na porta do hotel, pois ficará no banco na partida de amanhã.

Fato é que não trata-se da mudança de um jogador comum. O Xerife, como foi apelidado ao longo dos quase 4 anos completos de Corinthians, além de um ótimo zagueiro e cobrador de faltas, é também um líder dentro de campo, fato que o alçou à condição de capitão da atual equipe Corinthiana.
O problema é que, há de se reconhecer que o desempenho do zagueiro caiu drásticamente nesse ano, sobretudo se comparado ao que já apresentou nas outras temporadas.

Especulações já surgem no meio esportivo, e até fora dele, e várias suposições serão criadas em torno dessa mudança. Mas, o que a torcida Corinthiana espera com toda a convicção, é que nosso Xerife saiba assimilar essa mudança, e volte a apresentar aquele futebol que o consagrou com a camisa alvi-negra.

Dá-lhe Timão!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A face da instabilidade

Após a belíssima vitória em casa sobre o Flamengo, o Corinthians foi a campo no último domingo, 11 de setembro de 2011, no estádio carioca do Engenhão, enfrentar a equipe do Fluminense, que vinha embalada na competição após uma séria de 3 vitórias seguidas. A partida foi válida pela 23ª rodada do Brasileirão 2011.

O que se viu em campo foi uma equipe um tanto quanto metódica, sem muita inspiração e ousadia no meio-campo, e com os atacantes pouco eficazes. Do outro lado, porém, havia mais força-de-vontade e uma certa alegria maior em campo, o que talvez tenha definido os rumos da partida.


O gol tricolor, porém, saiu de uma maneira pra lá de indigesta: após uma falta desnecessária cometida por Alex, há alguns metros da grande área, J. César armou muito mal a barreira, não colocando nem 2 nem 4 jogadores para ocupá-la, e sim 3, como dificilmente vê-se no futebol atual. Após batida de média-força de Fred, a bola desviou na cabeça de Ralf, perdendo velocidade, e foi indo quase que lentamente para o gol Corinthiano. Qualquer torcedor naquele momento sequer deu importância para o lance, pois imaginou que a bola seria facilmente interceptada pelo arqueiro, o que não ocorreu.

Fato é que J. César falhou duas vezes nesse lance, assim como falharam os homens da barreira, deve-se reconhecer. Mas é preciso observar que o guarda-redes alvi-negro não consegue mesmo se firmar na meta Corinthiana. Quando teve a oportunidade, naquela semi-final épica contra o time sem pátria definida, no Paulistão deste mesmo ano, quando defendeu uma cobrança de pênalty do time de lá, acabou desperdiçando-a duas partidas depois, diante de sua péssima atuação na partida realizada contra o Santos, em plena finalíssima daquela competição.

A instabilidade Corinthiana no Brasileirão, porém, vem acompanhada de um fator que podemos denominar "sorte", pois as equipes que estão na briga direta pela liderança da competição vêm demonstrando igual ou maior incompetência na busca pelo objetivo maior.
Nos resta torcer para que essas marolas passem, e o Corinthians volte a demonstrar a força que já mostrou nesse Brasileirão, ancorado em seu poderosíssimo elenco e no talento individual de suas estrelas.

Dá-lhe Timão!!!